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ETF com renda mensal ligado ao Bitcoin estreia na B3 na terça; entenda como funciona

Um novo ETF ligado ao ecossistema Bitcoin estreia na B3 na próxima terça-feira (15) com uma proposta diferente dos fundos…

Um novo ETF ligado ao ecossistema Bitcoin estreia na B3 na próxima terça-feira (15) com uma proposta diferente dos fundos tradicionais de cripto negociados no Brasil. O produto é o Digital Yield ETF (DIGY11), da OranjeBTC (OBTC3), empresa brasileira de tesouraria de Bitcoin, e terá como diferencial a busca por renda mensal em reais a partir de ações preferenciais internacionais emitidas por empresas com tesouraria em Bitcoin.

A OranjeBTC anunciou nesta sexta-feira (11) que o Itaú BBA será o estruturador e distribuidor do DIGY11. Segundo a companhia, a parceria com o banco reforça a solidez do produto e amplia seu alcance entre investidores pessoa física e institucionais.

A estreia será marcada por uma cerimônia na sede da B3, em São Paulo, a partir das 9h, com o tradicional toque do sino. Além do Itaú BBA, o fundo terá gestão da 3R Investimentos, índice de referência da MarketVector, empresa do grupo VanEck, e administração fiduciária do Banco Daycoval.

Diferentemente de um ETF tradicional de Bitcoin, o DIGY11 não investe diretamente na criptomoeda. A carteira inicial será composta por ações preferenciais da Strategy, por meio do STRC, e da Strive, por meio do SATA. As duas empresas mantêm Bitcoin como parte relevante de suas reservas e emitiram papéis estruturados para realizar distribuições recorrentes em dólar.

O fundo já havia sido anunciado pela OranjeBTC em agosto como o primeiro ETF listado na B3 dedicado a ações preferenciais internacionais emitidas por companhias do ecossistema Bitcoin. Na ocasião, a empresa informou que o produto teria taxa de gestão de 0,90% ao ano, custo total estimado em 1,30% ao ano e tributação das distribuições pela alíquota de 15%.

Como o ETF pretende pagar renda mensal

A proposta do DIGY11 é transformar os rendimentos recebidos no exterior em distribuições mensais para investidores brasileiros. Os pagamentos gerados pelos ativos internacionais da carteira serão convertidos e distribuídos em reais aos cotistas, depois do desconto de despesas e demais condições do fundo.

Nas condições atuais de mercado, a OranjeBTC estima distribuições anuais equivalentes ao CDI acrescido de aproximadamente 3% a 5%. A companhia ressalta, porém, que a projeção não considera a variação do valor das cotas e não representa garantia de rentabilidade.

O ETF também terá proteção cambial e liquidez diária. A ideia é oferecer ao investidor local acesso a instrumentos negociados no exterior, remunerados em dólar, mas dentro de um produto listado na bolsa brasileira e com distribuições em reais.

O índice de referência do fundo será o OranjeBTC MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index ETF, desenvolvido pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector. A metodologia seleciona ações preferenciais de companhias abertas do ecossistema Bitcoin com foco em instrumentos listados, de longo prazo ou sem vencimento, estruturados para distribuições recorrentes em dólar.

Na prática, o produto tenta levar para a B3 uma tese ainda pouco conhecida pelo investidor brasileiro: a de ações preferenciais emitidas por empresas de tesouraria em Bitcoin. Esses papéis não são o mesmo que comprar BTC, mas permitem exposição indireta ao ecossistema da criptomoeda por meio de companhias que mantêm Bitcoin em seus balanços.

Apesar da proposta de renda mensal, o DIGY11 é um ETF de renda variável. A própria OranjeBTC destaca que o fundo não conta com garantia do FGC e está sujeito a riscos de mercado, crédito, liquidez e às políticas de distribuição dos emissores dos ativos da carteira.

Isso significa que tanto o valor das cotas quanto as distribuições podem variar ao longo do tempo. Como o fundo investe em ações preferenciais de empresas ligadas ao ecossistema Bitcoin, seu desempenho também pode ser afetado por mudanças no preço da criptomoeda, nas condições de mercado e na capacidade dos emissores de manter os pagamentos.

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Perguntas frequentes

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Pedro Han

Pedro Han

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