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Blockstream acusa hackers da rede Liquid de cobrar como ransomware e se recusa a pagar 400 bitcoins; parte da comunidade apoia os invasores

A maior empresa privada que atua no ecossistema de bitcoin, a Blockstream deu um ultimato aos supostos “hackers do bem”…

A maior empresa privada que atua no ecossistema de bitcoin, a Blockstream deu um ultimato aos supostos “hackers do bem” que levaram 4.000 BTCs da rede Liquid, nesta sexta-feira (11).

Aos responsáveis ​​pelo roubo de bitcoins da Liquid Network: A Blockstream não pagará resgate para a devolução dos fundos roubados. Apropriar-se de ativos sem autorização e reter sua devolução é crime, não divulgação responsável. Não é uma prática ética. É roubo“, disse a empresa de forma pública pelo X/Twitter.

Conforme explicado pela empresa, o roubo será perseguido até a devolução total dos fundos e se necessário poderá acionar autoridades policiais, judiciais e outros hackers do ecossistema.

Se os fundos não forem devolvidos, perseguiremos todas as vias legais disponíveis para nós. Trabalharemos com forças policiais, exchanges, provedores de serviços, especialistas forenses e outras partes relevantes para rastrear e recuperar os ativos e identificar os responsáveis“, destacou a Blockstream em tom duro.

Por fim, a nota ainda indica que a maior empresa bitcoiner do mundo não pagará por um resgate, devendo perseguir os fundos para onde eles forem.

Peter Todd, lendário programador de bitcoin, diz que Blockstream pode não ter 600 bitcoins para pagar pelo resgate

Enquanto a empresa que está por trás do ecossistema Liquid pressiona os hackers em busca de reaver os valores, a comunidade tem prestado atenção ao caso sob várias óticas distintas.

Um dos famosos colaboradores do bitcoin, o programador Peter Todd (apontado pela HBO como possível Satoshi Nakamoto), foi um que veio a público dar sua colaboração.

De acordo com Todd, a Blockstream pode não ter 600 bitcoins para repor a perda causada pela invasão na rede Liquid, o que poderia justificar a sua busca incessante pelo recurso.

Peter Todd sugere que alto custo de 600 bitcoins não estava previsto pela operação da rede Liquid (Foto/X).

Se for confirmado a situação, ainda apenas tratada como uma opinião de alguém influente no ecossistema, a empresa não tem como cobrir o lastro da rede neste momento, colocando em risco fundos de investidores.

Contudo, a Blockstream não se manifestou se tem os recursos para repor a falha de segurança, embora tenha prometido resolver a situação em breve.

“Invasão da rede Liquid provou que código tinha falhas e hackers merecem alguma recompensa por terem devolvido 3.400 bitcoins”, diz parte da comunidade

Mesmo com a Blockstream mostrando que não tem a intenção de deixar barato a invasão da sua rede e quer a devolução total dos fundos, parte da comunidade não apoia a empresa em seu movimento.

Um dos influencers do X/Twitter, hodlonaut que tem mais de 160 mil seguidores, comentou que a empresa tem culpa pela falha.

Liquid não é Bitcoin. É uma sidechain federada. Um produto com clientes, membros da federação e comercializado como trilhos institucionais. Essa falha provavelmente deveria ser assumida de forma muito mais aberta“, disse ele.

No fim de sua opinião, ele ainda indica que os hackers devolveram a maior parte do roubo deixando o caso o menos pior possível.

hodlonaut deu sua opinião e indica que jogar a culpa nos hackers não faz sentido (Foto/X).

Embora a situação ainda não esteja clara, a invasão da rede Liquid iniciada no dia 6 de setembro segue atraindo olhares atentos da comunidade.

Fonte: Blockstream acusa hackers da rede Liquid de cobrar como ransomware e se recusa a pagar 400 bitcoins; parte da comunidade apoia os invasores

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Perguntas frequentes

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Amanda Siqueira

Amanda Siqueira

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