INTERNACIONAL
Trump analisa regras da carne bovina enquanto produtores se opõem a tarifas; JBS e MBRF estão no setor
Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW O presidente dos EUA,…

Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26), no programa de Glenn Beck, que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina. A declaração ocorreu depois que Beck sugeriu que a redução das regras permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates. O governo Trump tem adotado medidas para reduzir regulamentações em diferentes áreas do governo. ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA Beck pediu a Trump que “analisasse o cartel que é o setor de processamento de carne” e sugeriu que a redução das regulamentações do Departamento de Agricultura facilitaria o processamento de carne bovina por pecuaristas de menor porte. “Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas”, disse Trump. “Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso — são quatro empresas, e é um monopólio.” Quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co. Duas delas, JBS USA e National Beef, são controladas pelas brasileiras JBS e MBRF. No ano passado, o Departamento de Justiça informou que investigava se as empresas de frigoríficos estavam elevando ilegalmente os preços da carne bovina para os consumidores. Na semana passada, Trump afirmou que planeja reduzir temporariamente as tarifas sobre algumas importações de carne bovina, em uma tentativa de diminuir os preços, que estão em níveis recordes. “Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho e apoiar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias, os Estados Unidos permitirão a importação de até 300.000 toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a incidência de tarifas fora da cota”, disse Trump na publicação. Segundo o presidente, a expectativa é que a carne seja vendida por um preço 25% mais barato do que o praticado atualmente no mercado norte-americano. Preço da carne pode subir? Medida é criticada e pecuaristas pedem que Trump volte atrás A medida foi criticada por grupos agrícolas, incluindo a principal entidade de lobby do setor, a American Farm Bureau Federation. O presidente da AFBF, Zippy Duvall, pediu a Trump, em uma carta enviada na terça-feira (25), que reconsiderasse o plano. Segundo ele, a medida “prejudicará os pecuaristas… dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas”. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse a repórteres na Casa Branca, na terça-feira, que não sabia quais países estavam incluídos no anúncio de Trump. Carne em crise nos EUA A medida de Trump ocorre em um momento difícil para os consumidores americanos, que têm sentido cada vez mais no bolso a alta dos preços da carne bovina. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra (equivalente a 453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do registrado no início de 2019. *Com informações da Reuters ‘Operação salva-hambúrguer’: Trump determina cota extra de importação de carne e tenta baixar preços nos EUA
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