ECONOMIA

Janja é vaiada durante comício de Lula em Curitiba

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva foi vaiada por pessoas que estavam em prédios próximos ao comício do presidente Luiz…

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva foi vaiada por pessoas que estavam em prédios próximos ao comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste sábado (12), na Boca Maldita, no centro de Curitiba. A reação ocorreu enquanto Janja falava aos apoiadores. A primeira-dama orientava o público a acessar, por meio de um QR Code, uma página com um comparativo entre os governos Lula e o governo anterior. Ao mencionar os adversários políticos, ela afirmou: “Eles com raiva, com ódio. É no voto que eles vão ver o que é bom”. Em seguida, diante das vaias que vinham de prédios próximo à concentração petista, Janja interrompeu o comentário e retomou a apresentação do material. “Não liga não. Vamos seguir aqui”, disse. O ato “Brasil pronto pra mais” reúne Lula, candidato à reeleição, o candidato ao governo do Paraná, Requião Filho (PDT), e os candidatos ao Senado Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT). O evento ocorre na Boca Maldita, local que também recebeu um comício de Lula durante a campanha de 2022. Lula cita caso Master Durante o comício, Lula explorou revelações recentes sobre o caso Master envolvendo seu principal adversário na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Além da relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Lula também destacou uma suposta conexão entre uma empresa do candidato e negócios ligados ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Ao falar sobre o Banco Master, Lula repetiu a estratégia de ligar Vorcaro à família Bolsonaro. “Eles criaram um banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Ele tinha um banco e nós fechamos esse banco. E ele deu um golpe de R$ 60 bilhões nesse país que envolve muita gente”, afirmou. Documentos tornados públicos na sexta-feira (11) sugerem que o senador atuou como interlocutor de Vorcaro na negociação de recursos para o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas relacionadas a corrupção, lavagem de dinheiro e outras irregularidades. Flávio diz se tratar de um patrocínio privado e nega irregularidades. O caso ganhou novo peso político nesta semana com a retirada parcial do sigilo das investigações do Banco Master. Na sexta-feira (11), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, voltou a pedir a divulgação dos documentos, após a Procuradoria-Geral da República questionar a liberação incompleta do material. Lula também citou uma reportagem publicada na sexta-feira (11) sobre a Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem Flávio e Carlos Bolsonaro entre os sócios. Segundo levantamento do ICL Notícias, a companhia está registrada na sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras (DF), endereço que também aparece no registro de pelo menos 16 empresas ligadas a Antunes, investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos realizados sobre benefícios do INSS. “Ontem saiu a matéria, o escritório do ‘Careca’ está no mesmo prédio que o Flávio Bolsonaro”, disse Lula durante o ato. O levantamento aponta ainda que a Bravo Grafeno utiliza serviços da Voga Serviços Contábeis, de Alexandre Caetano dos Reis, que também aparece ligado a empresas de Antunes. O compartilhamento de endereço e a relação profissional, porém, não comprovam, por si só, participação de Flávio Bolsonaro ou da Bravo Grafeno nas irregularidades investigadas no caso do INSS. As duas referências feitas por Lula ocorrem em um momento em que a campanha presidencial passou a incorporar com mais intensidade as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro. Na sexta-feira, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu que a investigação sobre Flávio seja esclarecida e que “ninguém está acima da lei”.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Janja é vaiada durante comício de Lula em Curitiba”?
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Pedro Han

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