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Israel diz que futebol e política devem permanecer separados após Irlanda confirmar jogo

A Associação de Futebol de Israel afirmou que futebol e política precisam permanecer separados após os jogadores da Irlanda votarem…

A Associação de Futebol de Israel afirmou que futebol e política precisam permanecer separados após os jogadores da Irlanda votarem neste sábado a favor de disputar a partida entre as duas seleções pela Liga das Nações, marcada para domingo na Hungria. Leia também: Sob vaias na ONU, Netanyahu defende ações de Israel e ataca prefeito de NY Como Israel transformou a arqueologia em arma Conselho da Paz de Trump propõe plano de US$ 2,45 bi para reconstrução de Gaza Os jogadores da Irlanda adiaram a entrevista coletiva antes da partida e o treino depois que um integrante da seleção anunciou sua intenção de deixar o grupo por se sentir desconfortável em jogar contra Israel. A Irlanda é um dos países europeus que mais têm criticado a guerra de Israel em Gaza, e houve diversos protestos pedindo que a seleção não disputasse as partidas contra os israelenses. “O que nos agrada hoje é que o futebol venceu”, afirmou a federação israelense em comunicado divulgado no início de sua entrevista coletiva. “A separação entre futebol e política deve ser mantida. Qualquer outra abordagem significa caos e uma perigosa descida por uma ladeira escorregadia, levando a consequências desastrosas para o esporte que todos amamos.” “A Associação de Futebol da Irlanda e os jogadores da seleção fizeram a coisa certa ao reconhecer isso, ainda que tenham levado um pouco mais de tempo do que deveriam. Mas antes tarde do que nunca.” A FAI, que em novembro votou para que sua direção solicitasse à Uefa a suspensão de Israel das competições europeias, aprovou em julho uma moção favorável à realização das partidas. David Courell, diretor-executivo da FAI, afirmou que os jogadores não participariam de outros compromissos com a imprensa e não cumprimentariam os atletas israelenses antes da partida, contrariando o que dizia o comunicado de Israel. “Bandeiras serão hasteadas, hinos serão tocados e os jogadores e treinadores das duas equipes terão a oportunidade de apertar as mãos e demonstrar respeito mútuo”, afirmou a federação israelense. O capitão de Israel, Dor Peretz, reiterou essa posição. “Acho que vamos estender nossas mãos e demonstrar esse respeito”, disse Peretz. “Se eles não quiserem apertar nossas mãos, tudo bem.” Jogadores da seleção de Israel posam para a foto oficial da equipe antes de partida REUTERS/Elisabeth Mandl Israel apresenta reclamação formal Israel também informou ter apresentado uma reclamação formal à Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, pelos dois cartões amarelos dados a Saied Abu Farchi durante a derrota por 3 a 1 para a Áustria na quinta-feira. Abu Farchi foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por sua comemoração de gol, na qual utilizou a bandeirinha de escanteio em um gesto que, segundo a imprensa israelense, fazia referência à sinuca. As primeiras reportagens haviam sugerido que o gesto simulava uma arma. Shlomi Barzel, chefe de comunicação da Associação de Futebol de Israel, anunciou a reclamação após ler o comunicado de abertura e fez referência a um campeão mundial irlandês de sinuca. “Argumentamos que o primeiro cartão amarelo foi incorreto e que o segundo, que levou à expulsão, decorreu de uma interpretação equivocada do árbitro da partida”, afirmou. “Quem conhece Saied Abu Farchi sabe que sua comemoração depois de marcar o gol de empate foi uma imitação de um jogador de sinuca, como o lendário Ken Doherty, por exemplo.” Israel disputa suas partidas como mandante em Debrecen, e a FAI não vendeu ingressos para torcedores irlandeses para o jogo deste domingo. A Irlanda transferiu para a Sérvia sua partida como mandante contra Israel, marcada para 4 de outubro, que será disputada sem a presença de torcedores.

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Amanda Siqueira

Amanda Siqueira

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