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CoinShares destaca pressão sobre mineradoras de Bitcoin e afirma que empresas continuarão migrando para setor de IA

Em relatório publicado nesta terça-feira (15), a CoinShares destaca que a mineração de Bitcoin passou por seu período mais difícil…

Em relatório publicado nesta terça-feira (15), a CoinShares destaca que a mineração de Bitcoin passou por seu período mais difícil desde o halving de 2024. Isso porque o hashrate da rede teve uma queda longa e duradoura nos últimos meses.

As mineradoras, no entanto, não estariam preocupadas com isso. Afinal, muitas estão migrando para atender o setor de Inteligência Artificial (IA) e, segundo os analistas, não devem voltar.

A única maneira de o hashrate voltar a crescer seria um aumento nos preços do Bitcoin, mas algumas mineradoras poderiam ficar de fora dessa corrida devido a longos contratos com o setor de IA.

Hashrate do Bitcoin chegou a cair 50% em relação à sua tendência histórica

Embora o futuro não repita o passado, a CoinShares afirma que a maneira mais eficaz de avaliar o hashrate é analisando padrões históricos. Como exemplo, os analistas dão destaque para um padrão regular entre os ciclos de halving.

“Nos halvings de 2012, 2016 e 2020, o hashrate normalmente caiu para cerca de 50% abaixo da linha de tendência nos seis meses seguintes a cada evento. A proibição da China em 2021 foi particularmente brusca devido à sua natureza repentina. […] O formato geral é consistente: uma queda inicial, uma recuperação no meio do ciclo e um aumento da atividade aproximadamente um ano antes do próximo halving. A lógica é simples. Os mineradores aumentam os gastos de capital antes de cada halving para permanecer competitivos, elevando o hashrate bem acima da tendência, enquanto a redução da recompensa por bloco que se segue reduz a receita e, com ela, o investimento subsequente.”

Analistas destacam que hashrate caiu 50% em relação à sua tendência histórica, mas que isso já aconteceu em outros ciclos. Fonte: CoinShares/Reprodução.

Apesar disso, o texto destaca que esse está sendo um dos períodos mais difíceis para a mineração. Como exemplo, o primeiro semestre de 2026 registrou a primeira queda de seis meses desde o banimento da China no primeiro semestre de 2021.

Por outro lado, os analistas acreditam que o hashrate voltará a subir conforme o halving de 2028 se aproxima, pelos motivos explicados acima.

Estudo também compartilhou os gastos de cada empresa para minerar um Bitcoin

O Bitcoin está sendo negociado na faixa dos US$ 76.200 no momento desta redação, em queda de 3,3% nas últimas 24 horas devido à votação do Clarity Act nos EUA.

Em outro trecho, a CoinShares também publicou um gráfico revelando quanto cada empresa gasta para minerar 1 Bitcoin. O custo de alguma delas está acima do atual preço da criptomoeda.

“O custo médio ponderado, antes de impostos, para produzir um bitcoin entre as mineradoras listadas foi de aproximadamente US$ 75.500 no segundo trimestre de 2026.”

MARA Holdings, uma das maiores mineradoras de Bitcoin do mercado, estaria tendo prejuízo em suas operações. Fonte: CoinShares/Reprodução.

Indo além, os analistas também explicam que cada mineradora possui custos diferentes em suas operações.

Dentre eles estão gastos com eletricidade, despesas de vendas, gerais e administrativas, depreciação e amortização, impostos, despesas com dívidas, e remuneração baseada em ações.

Eletricidade (em preto) é apenas uma parte das despesas das mineradoras. No entanto, algumas conseguem subsídios em suas operações, conseguindo reduzir custos. Fonte: CoinShares/Reprodução.

Mineradoras estão migrando para o setor de IA e podem não voltar

Outro grande destaque do relatório é a migração dessas mineradoras para atender à demanda do setor de Inteligência Artificial (IA).

“Converter uma infraestrutura de mineração em instalações adequadas para IA custa entre US$ 8 milhões e US$ 15 milhões por MW, segundo estimativas, contra US$ 0,7 milhão a US$ 1 milhão para mineração, portanto o prêmio beneficia principalmente operadores com caminhos de conversão viáveis e inquilinos contratados. Ainda assim, a direção é clara: a regulação e o congestionamento da rede inverteram o desconto histórico aplicado aos locais de mineração, transformando o que antes era visto como infraestrutura encalhada e de baixa qualidade em parte da capacidade de energia licenciada mais escassa dos EUA.”

Dentre as empresas que estão nesse processo de migração parcial ou total estão a IREN, TeraWulf, Riot, Hut8 e MARA.

A receita de nuvem de IA da MARA, por exemplo, chegou a US$ 70,5 milhões, superando pela primeira vez a receita de mineração, atualmente em US$ 66,7 milhões.

Finalizando, os analistas destacam que essa migração deve continuar acelerando e somente uma disparada nos preços do Bitcoin poderia trazer essas mineradoras de volta à rede, mas nem todas.

“A receita de IA/HPC deve acelerar no segundo semestre de 2026. Mais de US$ 100 bilhões em contratos atualmente sustentam apenas cerca de US$ 1,1 bilhão em receita anualizada, mas a Core Scientific está faturando sobre 437 MW, o aluguel da Black Pearl da Cipher começou em agosto e a IREN tem como meta US$ 4 bilhões em ARR operacional até dezembro. Esperamos que o ritmo de receita mais que dobre até o próximo relatório. Uma recuperação do BTC provavelmente não reverterá a transição para IA. A Core Scientific pagou US$ 41,9 milhões para rescindir seu acordo de 15 EH/s com a Proto, enquanto várias empresas comprometeram locais com contratos de 15 anos. Qualquer novo investimento em mineração provavelmente virá da Riot, MARA, HIVE e Bitdeer, que mantiveram maior flexibilidade.”

Fonte: CoinShares destaca pressão sobre mineradoras de Bitcoin e afirma que empresas continuarão migrando para setor de IA

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Perguntas frequentes

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Pedro Han

Pedro Han

Pedro Han integra a equipe editorial do Estrato Tech, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cibersegurança. O escopo permanente de cobertura inclui privacidade e riscos, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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