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XRP afunda quase 8% enquanto Bitcoin recua após revés no Senado

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O Bitcoin caiu para cerca de US$ 75.800 em 16 de setembro, uma perda de aproximadamente 1,5%, depois que o Senado americano não conseguiu avançar o CLARITY Act. A reação, no entanto, foi bem mais dura para o resto do mercado: o XRP despencou quase 8%, enquanto Ethereum recuou cerca de 3% e Solana, 3,5%, segundo análise de Sam Daodu para o 24/7 Wall St.

Bitcoin cai menos que outras criptomoedas após revés do CLARITY Act

O CLARITY Act é um projeto de lei de estrutura de mercado que dividiria a supervisão de criptoativos nos Estados Unidos entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC). Sua aprovação traria regras mais claras para exchanges, padrões de custódia e acesso bancário – mudanças que afetariam o funcionamento do mercado ao redor do Bitcoin, mas deixariam o status regulatório do próprio ativo amplamente intocado, segundo a mesma fonte.

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Isso ajuda a explicar por que a Coinbase, a exchange listada mais exposta a essas regras, caiu 8,65% na mesma sessão – um tombo bem maior que o do Bitcoin. Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA, que detêm cerca de 6,35% da oferta circulante do ativo, também não enfrentariam mudança imediata de regras com a proposta de divisão SEC-CFTC, já que operam sob normas da SEC já existentes. Como explicado em análise sobre as regras e o alcance regulatório do CLARITY Act, o projeto tem implicações mais estruturais do que classificatórias para o BTC.

O que Rachael Lucas diz sobre o impacto regulatório

Rachael Lucas, da BTC Markets, resumiu por que o Bitcoin resistiu melhor: a legislação “was never the binding constraint” para o ativo – ou seja, nunca foi a restrição determinante para o preço do BTC. A avaliação é consistente com o movimento de mercado observado no dia 15 de setembro, quando o desconto regulatório recaiu com mais força sobre tokens com status jurídico mais contestado.

O que pressionou o Bitcoin além da votação

A queda não veio isolada. O petróleo Brent fechou a US$ 108,75 e o WTI a US$ 105,83 após a interrupção de um oleoduto saudita, enquanto o rendimento do Treasury de 10 anos tocou o maior nível intradiário desde 2007. O CME FedWatch indicava entre 88% e 94% de probabilidade de alta de 25 pontos-base na reunião do Federal Reserve de 16 de setembro.

Os ETFs spot de Bitcoin somaram US$ 462,7 milhões em saídas nos quatro dias até 11 de setembro, entrada líquida de US$ 160 milhões em 14 de setembro e cerca de US$ 450 milhões em saídas novamente em 15 de setembro – como detalhado em cobertura sobre fluxos de ETFs de Bitcoin e Ethereum. Os níveis a observar agora: US$ 78.189 (abertura de 15 de setembro), suportes em US$ 75.000, US$ 74.000 e US$ 72.000, e o piso mais profundo de US$ 58.562 registrado em 30 de junho de 2026.

O que o revés significa para o investidor

A correlação de 90 dias do Bitcoin com o ouro chegou a cerca de 0,50 no início de setembro, o maior nível desde 2020, segundo dados da Bitwise usando números da Bloomberg. Já a correlação com o Nasdaq 100 caiu para cerca de 0,30, ante 0,60 – a leitura mais baixa em um ano, sinalizando que o BTC vem negociando mais como ativo macro.

Reconquistar US$ 78.189 seria, segundo Lucas, o primeiro sinal de que o mercado está retirando o desconto regulatório do preço. Uma quebra abaixo de US$ 74.000, por outro lado, deslocaria a atenção para juros, petróleo e política do Fed – como discutido em análise sobre pressão regulatória e juros no Bitcoin – deixando o CLARITY Act como apenas mais uma peça do cálculo de risco, não a origem principal da queda.

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Perguntas frequentes

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O que a matéria explica sobre “O que o revés significa para o investidor”?
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Pedro Han

Pedro Han

Pedro Han integra a equipe editorial do Estrato Tech, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cibersegurança. O escopo permanente de cobertura inclui privacidade e riscos, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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