INOVAÇÃO · IA E PRODUTOS
Proibir IA no trabalho pode levar a usos mais inseguros, diz COO da RecargaPay
Proibir o uso de ferramentas de IA no trabalho tende a alavancar usos ainda mais inseguros no ambiente corporativo. É…

Proibir o uso de ferramentas de IA no trabalho tende a alavancar usos ainda mais inseguros no ambiente corporativo. É o que conta o COO e cofundador da RecargaPay, Gustavo Victorica, em entrevista ao Canaltech durante o Rio Innovation Week 2026.
Para o executivo, uma restrição excessiva não elimina o interesse dos funcionários pela tecnologia. Em vez disso, pode levá-los a recorrer a contas e equipamentos pessoais para acessar as plataformas.
Nesses casos, dados corporativos são levados para ambientes fora da supervisão da empresa, sob o risco de vazamento e demais ameaças.
“Se eu for para o outro lado e quero bloquear tudo, é o pior dos mundos, porque a pessoa vai achar o jeito de fazer da forma mais incorreta e mais insegura possível”, afirmou nesta quarta-feira (5).
A alternativa seria estimular os funcionários a apresentar as ferramentas que desejam experimentar. A empresa então avalia a proposta em um pequeno piloto e, se o teste funcionar, pode ampliar seu uso.
Acompanhe o Canaltech no Rio Innovation Week:
- IA reduz resposta a incidentes de horas para segundos, diz diretor da Globo
- Startups brasileiras de IA miram em problemas locais para ganhar espaço, diz AWS
Controle aumenta quando a IA chega ao cliente
Esse modelo, porém, não elimina as preocupações com segurança. Ao permitir que mais pessoas testem ferramentas de IA, é preciso limitar o acesso aos dados e ampliar a supervisão quando uma automação passa a afetar equipes ou clientes.
O que abre um desafio: manter a experimentação dentro do ambiente corporativo sem transformar a autorização em acesso irrestrito. Segundo Victorica, na RecargaPay, o nível de controle cresce conforme o alcance da automação.
Neste caso, um funcionário pode testar ferramentas voltadas à própria rotina dentro das permissões que já possui. Se a iniciativa envolve uma equipe, recebe apoio interno.
Já quando alcança o consumidor, passa também pela avaliação de áreas como cibersegurança e regulatório. Esse processo considera, entre outros fatores, o atendimento de exigências do Banco Central e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A estratégia de adoção, conforme apontou o COO, também envolve programas de capacitação e outros instrumentos internos para garantir um uso consciente e seguro das ferramentas de IA.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Proibir IA no trabalho pode levar a usos mais inseguros,…”?
- Proibir o uso de ferramentas de IA no trabalho tende a alavancar usos ainda mais inseguros no ambiente corporativo. É o que conta o COO e cofundador da RecargaPay, Gustavo Victorica, em entrevista ao Canaltech durante…
- O que a matéria explica sobre “Controle aumenta quando a IA chega ao cliente”?
- Esse modelo, porém, não elimina as preocupações com segurança. Ao permitir que mais pessoas testem ferramentas de IA, é preciso limitar o acesso aos dados e ampliar a supervisão quando uma automação passa a afetar equipes ou clientes. O que abre um…
- Por que IA e produtos importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a IA e produtos. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
- Quem edita o conteúdo do Estrato Tech?
- A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Tech, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://tech.estrato.cc/equipe/.
- Quais fontes o Estrato prioriza?
- Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
- Como solicitar correção de uma matéria?
- Envie o pedido pela página de Correções (https://tech.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://tech.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
- O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
- Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
- Onde acompanhar a política editorial do Estrato Tech?
- Metodologia, ética e transparência estão em https://tech.estrato.cc/metodologia/, https://tech.estrato.cc/etica-editorial/ e https://tech.estrato.cc/politica-editorial/.