INTERNACIONAL
Lula chama Alcolumbre de amigo e prevê avanço das pautas do governo no Congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de “amigo” e demonstrou…

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de “amigo” e demonstrou otimismo em destravar pautas de interesse do governo no Congresso durante entrevista à TV Record nesta noite (23). O presidente citou o fim da “taxa das blusinhas”, a PEC da Segurança e o fim da escala de trabalho 6×1. Lula e Alcolumbre retomaram a relação há poucos dias, após meses de afastamento em razão da crise gerada pela rejeição da indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Leia mais: A entrevista de Lula foi exibida ao mesmo tempo em que a Band transmitia o primeiro debate entre candidatos à Presidência da República, na noite deste domingo (23). Lula e Flávio Bolsonaro (PL) não foram ao debate e viraram alvo dos adversários. Romeu Zema (Novo) também não compareceu. “Temos a PEC da Segurança Pública, a questão dos minerais críticos e mais uma medida que precisa ser votada. Há também a questão da taxa das blusinhas. Sabe que estou com uma medida provisória que vence no dia 8 de setembro. Estive com meu amigo Davi Alcolumbre e na quarta-feira tenho uma reunião com ele. Nós vamos anunciar o fim da taxa das blusinhas para as pessoas que gostam de comprar coisinhas de até US$ 50″, disse na entrevista. Lula convocou um encontro na próxima quarta-feira (26) com Alcolumbre e o presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a Medida Provisória (MP) que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”. A taxa atualmente não está em vigor, pois foi suspensa com a MP editada em maio de 2026. No entanto, a isenção tem validade apenas até 8 de setembro de 2026, e caso a proposta não seja aprovada na Comissão Mista e no Plenário nas duas Casas do Congresso até o prazo, o imposto será retomado. O petista também voltou a afirmar que criará o Ministério da Segurança Pública em um eventual quarto mandato. A Segurança Pública é apontada como um dos principais temas das eleições de 2026 por ser citada como a principal preocupação dos brasileiros. ‘Corrupção é uma coisa quase incontrolável’ Questionado sobre medidas para combate à corrupção, Lula afirmou que “corrupção é uma coisa quase incontrolável”, mas o que nós temos “é uma capacidade de investigação como jamais tivemos neste país”. “A Polícia Federal está preparada para isso. [Todo mundo] sabe que tem que investigar. Todo mundo aqui tem o direito de trabalhar com a maior liberdade possível”, disse. Lula defendeu, ainda, criar uma política de educação econômica. “Temos que criar, como programa de governo, algo chamado educação financeira popular: educação para a gente viver bem”, declarou. O presidente também voltou a defender a escola de tempo integral, além de integrar o Judiciário, o Legislativo e o Executivo em um esforço de combate ao feminicídio. Lula também ressaltou índices econômicos do governo e atribuiu a sensação de redução de poder de compra aos juros. “Os números são todos positivos. Temos a menor inflação acumulada dos últimos anos e aumento real do salário mínimo em todos os anos. Eles [adversários políticos] passaram sete anos sem fazer isso. Agora, por que existe a sensação de que está caro? Está caro porque o hábito mudou, porque os juros estão altos”, argumentou. “O desemprego chegou a quase 8%; o nosso está em 5%. Nós geramos mais de 100 milhões de empregos. O crescimento econômico deles foi de 1,4%; nós, em três anos, crescemos acima disso. Este ano foi um pouco menos, mas a média é o dobro da deles. Além disso, há a situação fiscal, que aparece todos os dias no jornal: “O governo não controla o teto fiscal”. No governo passado, o déficit fiscal foi de 2,8%. No nosso, neste quarto ano, o máximo chegou a 0,8%, 0,8%. Ou seja, desde o governo Dilma não havia um déficit tão pequeno como esse”, disse o presidente.
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