ECONOMIA

‘Isso é disciplina’: CEO da Azul (AZUL3) explica corte de capacidade em meio à alta dos combustíveis; ações recuam após 2T26

As ações da Azul (AZUL3) operam em queda no pregão desta sexta-feira (14), após o balanço referente ao segundo trimestre…

As ações da Azul (AZUL3) operam em queda no pregão desta sexta-feira (14), após o balanço referente ao segundo trimestre de 2026 mostrar prejuízo líquido ajustado de R$ 1,07 bilhão, uma variação de 125,1% ante o valor negativo de R$ 475,8 milhões reportado no mesmo período do ano anterior.

A cifra ajustada exclui os direitos de conversão relacionados às debêntures conversíveis reconhecidos no segundo trimestre de 2025 e é ajustada pelos resultados não realizados de derivativos e variação cambial.

Por volta de 12h (horário de Brasília), as ações caíam 1,29%, cotadas a R$ 21,40. Na mínima do dia, até este horário, o recuo chegou a Acompanhe o tempo real.

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Durante a telefeconferência de resultados realizada na manhã desta sexta-feira (14), o CEO da Azul, John Rodgerson, destacou a redução da capacidade para lidar com a alta dos preços do combustível. “Isso é disciplina”, afirmou, acrescentando o foco em manter uma empresa de longo prazo, sustentável e resiliente.

“Em resposta aos preços mais altos dos combustíveis, reduzimos proativamente a capacidade para proteger o caixa e a rentabilidade. Isso é disciplina. Isso reflete nosso compromisso de alinhar a capacidade à demanda rentável e de criar valor no longo prazo. Isso mostra uma mudança clara de mentalidade e de atuação de forma responsável”, disse o executivo.

Rodgerson reforçou que a companhai busca uma alavancagem abaixo de 1,5 vez e um aumento de 150% no valor de mercado até 2029. Segundo ele, alcançar esses objetivos exige um crescimento sustentado, racional e rentável, geração consistente de fluxo de caixa livre, investimentos disciplinados e continuidade do processo de desalavancagem.

A Azul encerrou o trimestre com a alavancagem, medida pela redação dívida líquida sobre o Ebitda com recebíveis de cartão de crédito de 3 vezes. A dívida líquida com recebíveis de cartão de crédito subiu 11,1%, para R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Sobre o setor, o executivo afirmou que o segundo trimestre é o trimestre mais fraco, sendo que este teve o agravante da Copa do Mundo, “que foi uma enorme distração no Brasil”. Segundo ele, isso impactou a receita dos voos e as reservas de junho.

“Estamos saindo dessa pausa de inverno provocada pela Copa do Mundo e vimos um impulso realmente positivo nas primeiras semanas de agosto”, disse Rodgerson.

O CEO da Azul afirma que a companhia perdeu um pouco do seu brilho nos últimos anos, uma vez que a companhia estava “lutando pela sobrevivência”.

“Agora, a Azul está de volta. Estamos investindo no produto, estamos investindo nos nossos clientes. Vocês estão vendo uma melhora significativa em nossas pontuações de NPS e estão vendo o brilho voltar aos rostos dos nossos tripulantes, à medida que eles prestam um serviço excepcional todos os dias”, disse o executivo.

O 2T26 da Azul

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Azul, que mede o desempenho operacional, caiu mais da metade no trimestre, para R$ 510,1 milhões, um recuo de 55,4%. A margem Ebitda recuou 12,9 pontos percentuais, para 10,2%, ante 23,1% no mesmo período em 2025.

Já a receita líquida avançou 0,7% na comparação anual, para R$ 4,97 bilhões no segundo trimestre deste ano. Do total, R$ 4,56 bilhões vem do transporte de passageiros, um recuo de 0,4%. Já em cargas e outras receitas houve avanço de 15,1%, totalizando R$ 418,1 milhões.

A companhia aérea reportou um aumento de 12,6% no custos e despesas operacionais, ficando negativo em R$ 5,12 bilhões. O resultado operacional da Azul ficou negativo em R$ 159,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 380 milhões um ano antes

Durante o segundo trimestre do ano, a Azul afirma que reduziu estrategicamente sua capacidade doméstica e internacional em 6,5% e 24,9%, respectivamente, em comparação ao 2T25, em linha com seu plano de reestruturação.

Segundo o CFO da Azul, Antonio Carlos Farcia, o aumento de 0,7% da receita na comparação anual, enquanto a capacidade caiu 10,6%, reflletem a disciplina na alocação de capacidade e as ações de preços destinadas a alinhar a oferta à demanda rentável e mitigar parcialmente os preços mais altos dos combustíveis.

“Em resposta aos maiores preços dos combustíveis, a companhia implementou reduções adicionais de capacidade de forma proativa para preservar a liquidez e manter o foco na criação de valor de longo prazo” diz o comunicado.

De acordo com Garcia, a Azul está confiante de que, à medida que a disponibilidade da frota flexível se estabilizar, a capacidade será retomada progressivamente. “A diluição resultante dos custos fixos, combinada com nossas iniciativas de custos estruturais e uma frota mais moderna, deverá fortalecer a alavancagem operacional e apoiar a normalização do cash burn ao longo do tempo”, disse.

Olhando para frente, o executivo espera níveis de liquidez muito maiores no segundo semestre do ano

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Perguntas frequentes

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O que a matéria explica sobre “O 2T26 da Azul”?
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Azul, que mede o desempenho operacional, caiu mais da metade no trimestre, para R$ 510,1 milhões, um recuo de 55,4%. A margem Ebitda recuou 12,9 pontos percentuais, para 10,2%, ante 23,1%…
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Pedro Han

Pedro Han

Pedro Han integra a equipe editorial do Estrato Tech, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cibersegurança. O escopo permanente de cobertura inclui privacidade e riscos, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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