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Bitcoin hoje: BTC sobe e supera US$ 78 mil com queda do petróleo e rali das altcoins
O Bitcoin voltou a superar os US$ 78 mil nesta sexta-feira (18), acompanhando uma melhora do apetite por risco nos…

O Bitcoin voltou a superar os US$ 78 mil nesta sexta-feira (18), acompanhando uma melhora do apetite por risco nos mercados globais após a forte queda do petróleo e a reação mais tranquila dos investidores às decisões de juros nos Estados Unidos e no Japão.
Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 2,1%, cotado a US$ 78.228 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 402.357, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, avança 2,6%, a US$ 2.514. Já o XRP sobe 2,3%, enquanto a Solana salta 6,1% e a BNB avança 3,5%.
O movimento acompanha uma recuperação mais ampla dos ativos de risco. Na quinta-feira, o Nasdaq subiu 1,7% e o S&P 500 ganhou 1,15%, enquanto os juros dos Treasuries recuaram. Nesta sexta, os futuros das bolsas americanas continuavam no positivo.
O petróleo também ajudou a aliviar a pressão. Depois de superar US$ 109 por barril durante a semana em meio às tensões no Oriente Médio, os preços recuaram com força, reduzindo parte das preocupações com uma nova aceleração da inflação. O rendimento do Treasury de dez anos estava próximo de 4,96%.
Altcoins lideram alta
A recuperação desta sexta-feira foi ainda mais forte entre as principais altcoins.
A Hyperliquid avançava mais de 11%, perto de US$ 89, enquanto a Zcash subia 8%, para aproximadamente US$ 1.472, além da Solana, com ganhos de 6%. Tron tinha o desempenho mais fraco do grupo, mas ainda operava no positivo.
A amplitude da recuperação chamou atenção. Nenhuma das 40 criptomoedas mais líquidas acompanhadas pela FxPro registrava queda no período, segundo Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da empresa.
O executivo afirmou que investidores estão “cautelosamente mudando o foco para as altcoins”, embora os indicadores ainda não apontem para uma altseason propriamente dita. Entre os destaques mais fortes estavam NEAR, com alta de aproximadamente 30%, Uniswap, com 26%, e Aptos, com 18%.
O movimento ocorre depois de a Zcash já ter disparado mais de 20% na quinta-feira. O token de privacidade ganhou força depois que Matt Huang, cofundador da gestora Paradigm, revelou que a empresa possui ZEC e classificou o ativo como um complemento privado ao Bitcoin.
Fed e Banco do Japão sobem juros
O rali acontece apesar de dois importantes bancos centrais terem apertado a política monetária nesta semana.
Na quarta-feira, o Federal Reserve elevou os juros americanos em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, na primeira alta desde 2023.
A reação do Bitcoin, no entanto, foi limitada. As projeções do Fed indicaram apenas mais uma alta de 0,25 ponto percentual como cenário central para este ano, reduzindo o receio de um novo ciclo agressivo de aperto monetário.
Nesta sexta-feira foi a vez do Banco do Japão (BoJ). A autoridade monetária elevou a taxa de juros de 1% para 1,25%, o maior nível em 31 anos, em decisão aprovada por sete votos a dois. O movimento já era amplamente esperado e faz parte do processo de retirada da política monetária ultrafrouxa mantida pelo país durante décadas.
Apesar da alta, o iene chegou a cair para uma mínima de duas semanas diante do dólar. O mercado considerou que o Banco do Japão não apresentou uma sinalização suficientemente forte sobre novos aumentos de juros, reduzindo o impacto imediato da decisão sobre os ativos de risco.
Assim, mesmo com Fed e BoJ elevando juros na mesma semana, o Bitcoin e as bolsas conseguiram avançar. A queda do petróleo e o fato de as decisões já estarem amplamente incorporadas aos preços contribuíram para diminuir a aversão ao risco.
Bitcoin mira os US$ 82 mil
Depois da recuperação desta semana, o Bitcoin volta a se aproximar da parte superior da faixa em que vem sendo negociado.
A região de US$ 82 mil aparece como a próxima resistência importante. O BTC chegou a superar esse nível no início de setembro antes de voltar a recuar.
Kuptsikevich avalia, porém, que uma realização de lucros antes do fim de semana pode atrasar uma nova tentativa de rompimento.
O cenário de curto prazo ainda combina fatores positivos e riscos. De um lado, a redução dos preços do petróleo, a recuperação das bolsas e a ausência de uma reação negativa às altas de juros sustentam o apetite por risco. De outro, os juros americanos continuam elevados e o Fed ainda sinaliza pelo menos mais um aumento neste ano.
Por enquanto, porém, o mercado cripto deixa para trás parte da pressão observada no início da semana. Depois do fracasso do Clarity Act no Senado e das decisões de juros de Fed e Banco do Japão, o Bitcoin recuperou os US$ 78 mil e as altcoins passaram a liderar os ganhos.
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