AGRONEGÓCIO

Arroba do boi tem alta de quase 5% e expectativa para último trimestre é ainda melhor

Foto: Sérgio Medeiros O mercado brasileiro do boi gordo registrou uma semana de elevado spread entre os valores praticados para…

Foto: Sérgio Medeiros

O mercado brasileiro do boi gordo registrou uma semana de elevado spread entre os valores praticados para a arroba no mercado físico e futuro.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, esse cenário reflete uma expectativa de elevado potencial de alta na demanda no último trimestre do ano.

“A diferença entre os valores do mercado spot [setembro] e futuro [outubro] excedeu os R$ 20, mas a tendência é de que o mercado busque um ajuste de convergência nas próximas semanas”, pontua.

Iglesias ressalta que, de modo geral, o mercado físico do boi registrou negócios em patamares acima da referência média durante a semana, ainda que os frigoríficos de maior porte estejam operando com escalas de abate mais confortáveis, considerando a incidência de animais de parceria e até mesmo a utilização de confinamentos próprios.

“No entanto, os frigoríficos de menor porte ainda são obrigados a negociar de maneira mais contundente, diante de um quadro mais complicado na composição de suas escalas de abate”, contextualiza.

Por conta desse cenário, houve relatos de negócios pontuais a R$ 360 a arroba no interior de São Paulo, embora pouco representativos, embora a média no estado ainda se concentre entre R$ 350 e R$ 355 a arroba.

A expectativa de retorno da cota de exportação para a China a partir de outubro, o aumento de embarques aos Estados Unidos diante da oportunidade de 300 mil toneladas a serem compradas com tarifas reduzidas e o aumento da demanda doméstica por conta da injeção de receitas das eleições e das festas de fim de ano tendem a elevar os preços da arroba do boi.

Variação da arroba na semana

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 17 de setembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 355, alta de 4,41% frente aos R$ 340 praticados no final da semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, aumento de 3,03% frente aos R$ 330 registrados no final da última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 335, inalterado frente ao final da semana passada
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345, alta de 2,99% ante os R$ 335 registrados no encerramento da última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, estável em comparação à última semana
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, alta de 0,60% em relação aos R$ 333 do final da semana passada

Mercado atacadista

Conforme Iglesias, o mercado atacadista registrou preços mais altos no decorrer da semana. A entrada dos salários na economia estimulou a reposição entre atacado e varejo durante a primeira metade do mês.

Entretanto, para a segunda quinzena, a expectativa é de menor intensidade do consumo. “A elevada competitividade dos cortes suínos e da carne de frango também limita o espaço para novos avanços da carne bovina, especialmente em um ambiente de menor poder aquisitivo das famílias”, pontua.

  • Quarto do traseiro bovino: R$ 27,50 por quilo, alta de 3,77% ante os R$ 26,50 registrados no final da semana passada
  • Quarto do dianteiro do boi: R$ 19,50 por quilo, avanço de 2,63% ante os R$ 19,00 praticados no fechamento da última semana

Exportações de carne bovina

Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 495,054 milhões em setembro (8 dias úteis), com média diária de US$ 61,881 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 79,711 mil toneladas, com média diária de 9,964 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.210,50.

Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 23% no valor médio diário da exportação, queda de 30,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,5% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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Fonte: Canal Rural

Perguntas frequentes

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Lucas Vieira

Lucas Vieira

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